Plano urbano das missões |
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| Dom, 28 de Setembro de 2008 21:54 |
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A visão de regularidade e de simetria do conjunto do povoado sugeria uma ordem perfeita e definitiva. As ruas se estendiam em linhas retas e paralelas, entrecortando-se em ângulos retos.
O restante do povoado era cortado por ruas que se distribuíam em um plano em forma de grade. Elas isolavam as casas indígenas, separadas umas das outras como nas aldeias indígenas, protegidas pelas suas varandas. As residências dos índios eram casas retangulares de 5×30m, divididas em seis casas individuais, cada uma com porta e janela. Missionários e neófitos se encontravam nos grandes espaços de uso comunitário do povoado, principalmente na praça e na igreja, mas também nos diversos espaços de trabalho como as oficinas, a quinta, a hospedaria, e as enfermarias. Em volta do povoado, nas encostas da colina, podiam ser vistas as fontes de água em pedra trabalhada, as pequenas piscinas para os banhos públicos, os currais para o gado, alguns depósitos e os caminhos para as plantações. Tratava-se portanto de um conjunto de construções ao mesmo tempo funcionais e despojadas, constituídas de materiais tangíveis e pelo trabalho dos neófitos guaranis. Seu objetivo, entretanto, é “civilizar” e “cristianizar”. Procurava conduzir os indígenas guaranis à transcendência divina, sem esquecer as dificuldades do mundo e os interesses geopolíticos da conquista ibérica do Rio da Prata. |
| Última atualização em Sáb, 21 de Março de 2009 20:21 |