| A sociedade colonial | | |
Da conquista à formação de uma sociedade híbrida
A conquista e o povoamento implicaram, portanto, em duas facetas aparentemente contrastantes. Por um lado, a conquista e a escravidão provocaram o genocídio de muitos grupos indígenas, aniquilados física e culturalmente, bem como o processo de agregação forçada do braço escravo às atividades econômicas. Por outro lado, o povoamento deu origem a uma lenta integração, parcial e dirigida, dos grupos indígenas às aldeias e vilas coloniais. Neste processo, as comunidades indígenas prestaram importante aporte cultural à nova sociedade colonial ao mesmo tempo em que foram sendo cooptadas e inseridas nas instituições formais dos impérios coloniais assim como da Igreja Católica Romana. Do século XVII ao XVIII, toda a região conheceu intensas transformações socioculturais. As missões jesuítico-guarani conheceram um grande progresso material e se transformaram em pequenas cidades muito ativas. Muitos indígenas, principalmente guarani, passaram a fazer parte da população de Buenos Aires, onde foi construído o cabildo no século XVIII pelo arquiteto jesuíta Primoli. Este fenômeno ocorre igualmente em Assunção, em Montevidéu e em São Paulo. Os indígenas e seus descendentes continuaram a ser neste período, os principais produtores da alimentação. Continuaram a ser artesões da pedra, da cerâmica, do couro, do osso e agora também do metal. Eles se transformaram também na mão de obra dos estabelecimentos rurais, trabalhando na agricultura e na pecuária. A população colonial começa a se transformar com uma gradual integração étnica. O afastamento dos centros de decisão política favoreceu o surgimento de um novo tipo social e humano. Aos milhares, os indígenas e os mestiços, se tornariam os habitantes e os trabalhadores da nova sociedade colonial. Falava-se o espanhol e o português nessa área. Entretanto, o guarani era ainda a língua mais difundida.
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| Última atualização em Qua, 27 de Abril de 2011 14:14 |