| Trabalhos de campo | | |
ProspecçõesA primeira etapa da pesquisa em campo se denomina "prospecção arqueológica". Um número muito reduzido de arqueólogos argentinos, uruguaios e sul-brasileiros realizaram nos anos 60 e 70 um esforço muito grande para percorrer esta imensa área inserida na bacia do rio da Prata, e descobrir os locais onde se encontravam os sítios arqueológicos. Fizeram o levantamento topográfico e ambiental desses locais, coletaram na superfície ou em poços de sondagem, escavando amostras das culturas materiais remanescentes, compararam esses dados com os das regiões vizinhas, e reuniram importantes informações para os primeiros relatórios e publicações sobre o nosso passado arqueológico pré-histórico. Nos anos 80, outros pesquisadores ampliaram as áreas prospectadas, mas longe de esgotar as possibilidades de novos sítios, de modo que trabalhos de prospecção ainda se fazem necessários. EscavaçõesA atividade de escavação é a segunda etapa da pesquisa arqueológica, que é o estudo realizado em escavações mais amplas. Mas, na atividade do arqueólogo, a escavação é ainda o ato fundamental. A escavação é uma metodologia de análise, com uma abordagem teórica orientando as atividades a serem desenvolvidas, e não apenas uma simples técnica de "desenterramento" para a coleta de evidências sobreestruturas arquitetônicas ou obtenção de coleções de objetos. Em relação às atividades de campo, na arqueologia da América Latina, durante as últimas décadas, predominaram as abordagens diacrônicas, baseadas em fases culturais e em uma tipologia de "fósseis diretores". Tanto as seqüências de fases como as tipologias estiveram sustentadas e se organizaram pelas datações da cronologia absoluta do Carbono 14. Estes quadros teóricos "verticais" estruturados em função do tempo, estiveram sempre relacionados com as sondagens ou "cortes", escavações de áreas muito limitadas mais preocupadas com a visão temporal em profundidade. Na arqueologia histórica missioneira tentou-se conciliar estas visões diacrônica e sincrônica, experimentando os métodos correspondentes de forma complementar, como se tornou usual em arqueologia urbana. Os trabalhos de campo do PROPRATA seguem as recomendações expressas na Carta Internacional da Arqueologia. |
| Última atualização em Qua, 27 de Abril de 2011 15:03 |